Sobre a detenção da Cantora Rita Lee.

Quem não curtiu ou conhece a cantora Rita Lee não sabe o que é música. Sua contribuição para a cultura brasileira é explícita e incontestável. Suas canções são parte do nosso patrimônio cultural. Isto é fato, ninguém pode negar. Convidada para participar de um evento em Aracajú, durante o espetáculo, os ânimos da cantora acirram-se contra a polícia sergipana que dava cobertura e fazia a segurança do evento. Segundo o que a imprensa veicula, Rita teria discordado da ação da polícia contra alguns fãs seus que vieram de outro estado para vê-la. Ocorre que, ainda segundo varios espectadores e a imprensa, Rita Lee desacatou a polícia e entre palavrões desabafou sua ira contra a força policial. Ora, sabemos do valor que tem a cantora, sabemos que é querida em todos os estados brasileiros e como cidadã e personalidade pública, todos lhe devemos respeito. Em contrapartida também temos direito a respeito. Nós brasileiros temos uma Constituição que nos garante a liberdade de expressão, mas dentro dos limites do respeito, do pudor público. As autoridades policiais sergipanas não são menores que nenhuma outra corporação nacional, o público sergipano que lá estava, buscava o espetáculo, os fatos que ocorrem extra palco devem ser resolvidos por quem de direito. A força e o poder de um artista está na arte que ele produz, no encantamento quando desempenha suas funções no palco. Lamentavelmente assistimos o que não queríamos, num show que deveria ser marcante, inesquecível, torna-se marcante pelos episódios lastimáveis produzidos ali. Publicamente houve sim o desacato, como negar diante de tantos fãs. Um protesto contra os fatos seria parar o show, solicitar o comando da PM sergipana, dialogar com autoridades ali presentes, mas jamais se expor de forma tão acintosa contra a autoridade policial. Não será este fato que apagará da memória nacional toda a contribuição dada pela cantora, nem deixaremos de curtir a Rita Lee por isso, mas obviamente também todos nós, artistas ou não, celebridades ou não, devemos respeito as autoridades constituídas e por uma questão de ética, devemos privar o público de espetáculos desta natureza.
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