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Brava gente brasileira.

A minha natureza de poeta e meu amor pela fotografia me tornaram detalhista, me dando uma percepção da vida com uma certa dose de euforia e surrealismo. Numa desta minhas andanças fui visitar o agreste sergipano. Lugarzinho bom, povo pacato, trabalhador. Do jeitinho que gosto. Imaginei, como a maioria das pessoas pensam: Vou encontrar lá um miserê dos diachos. Oxente, tudo seco, morto, estrada lascada, piçarra a três por dois e muito mandacarú. Acertei na estrada lascada e nos mandacarús. O resto errei feio! Mas falar a verdade, verde mesmo só a camioneta velha do seu joão. Era seu tesouro na terra, com ela levava a produção da sua malhada para vender na cidade. Falava comigo enquanto gabava-se do seu carrinho: - É seu Ontonho, sem este carro eu num sou ninguém. Dito isto tirou o chapéu de couro já suado da cabeça e completou: - Abaixo de Deus só meu carrinho pra mode me ajudar. Eu ficava ali, parado, com cara de bocó olhando seu João trabalhando duro na roça, metendo a enxada no chão e capinando o mato. Com meus botões remoía um pensamento: - Meu Deus, como pode um homem com 69 anos conservar a lucidez, a força e a coragem para um trabalho tão árduo, pesado mesmo após tanto sofrimento? Nisso seu João gritou: - Vai ficar aí me olhando com cara de besta seu Ontonho? Antes que ele me desse de presente a honra de usar a velha enxada, dona Maria José nos chamou: - João, chega homi, vem cumer e traga seu Ontonho junto. Tadinho deve de tá morrendo de fome! Ufa, salvo pelo gongo, aliás, por dona Maria José, esposa de seu João. Enquanto comíamos eu mastigava pensamentos; É rico na capital vivendo de salmão e atum, enquanto pobre no sertão se acaba na carne de bode. De tardezinha, após o serviço feito seu João e dona Maria José sentaram-se a meu lado para prosearmos um pouco até a hora da janta. Confesso que tava com medo do anoitecer por causa dos mosquitos e do calor na região. Que nada, o lugar era tão seco que nem mosquito aparecia por lá e o calor, em vez dele veio foi um frio da mulesta. Eu tremia que só uma vara de bambú verde. Os barulhos que ouví eram estranhos, urros, ganidos, sei lá. Mas uma coisa vou contar pra voces: A noite, olhar pro céu do sertão não tem preço! Parecia um lençol negro com pintinhas luminosas. Não fosse aqueles par de olhos me fitando na escuridão eu ficaria ali a noite todinha contemplando o céu. Arre, era o peste do gato no escuro! Me deu um susto dos diachos e eu corri todo borrado para dentro da casa. De manhãzinha assisti a um lindo nascer do sol, galos cantando, passarinhos e urubús voando alto. Eita nóis, eu estava no sertão! Rincão dos cabras machos, guerreiros, gente aguerrida, sonhadora e que não perde as esperanças. Ai quem dera eu fosse governante deste País! Tombava o Nordeste brasileiro como patrimônio nacional. Sua gente humilde, pés no chão, mas cabeça no lugar. É por isso que digo: Brava gente brasileira!
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Author's note. In view of the above text in its original written in the Portuguese language contain several stretches where I use a regional language of agreste (northeastern Brazil), became infeasible translation into other languages. I therefore apologize to all readers it wont read the posts in the local language. Many words used have no translation into other languages. My sincere apologies to all. I promise to use less popular language to avoid the impossibility of translation. Greetings, Tony Casanova. Nota dell'autore. Il testo di cui sopra nella sua originale scritto in lingua portoghese di contenere diversi tratti dove io uso una lingua regionale di agreste (nordest del Brasile), divenne impossibile traduzione in altre lingue. Pertanto chiedo scusa a tutti i lettori non leggere i post nella lingua locale. Molte parole usate non hanno alcuna traduzione in altre lingue. Mie scuse sincere a tutti. Prometto di usare un linguaggio meno popolare per evitare l'impossibilità di traduzione. Saluti, Tony Casanova. Примечание автора. Из приведенного выше текста в его первоначальной, на португальском языке содержат несколько участки, где я использовать региональный язык изготовлена (Бразилии), стал неосуществим перевод на другие языки. Поэтому я прошу прощения у всех читателей он не будет читать посты на местном языке. Многие слова имеют перевод на другие языки. Мои искренние извинения всем. Я обещаю, чтобы использовать менее популярным языком, чтобы избежать невозможность перевода. Привет, Тони Казанова. Anmerkung des Autors. Im Hinblick auf den oben stehenden Text im ursprünglichen geschrieben in portugiesischer Sprache enthalten mehrere Strecken, wo ich eine regionale Sprache Agreste (Nordosten Brasiliens) verwenden, wurde unmöglich Übersetzung in andere Sprachen. Ich entschuldige mich daher an alle Leser es wird nicht lesen Sie die Beiträge in der lokalen Sprache. Viele Wörter verwendet haben keine Übersetzung in andere Sprachen. Meinen aufrichtigen Entschuldigungen für alle. Ich verspreche, weniger populäre Sprache verwenden, um die Unmöglichkeit der Übersetzung zu vermeiden. Grüße, Tony Casanova. Nota del autor. En relación con el texto anterior de su original escrito en idioma portugués contienen varios tramos donde utilizar una lengua regional de agreste (nordeste de Brasil), se convirtió en imposible traducción a otros idiomas. Por lo tanto, pido disculpas a todos los lectores no lea los mensajes en el idioma local. Muchas palabras usadas no tienen ninguna traducción a otros idiomas. Mis sinceras disculpas a todos. Me comprometo a utilizar un lenguaje menos popular para evitar la imposibilidad de la traducción. Saludos, Tony Casanova. Note de l'auteur. En vue du texte ci-dessus dans son original écrit en langue portugaise contiennent plusieurs tronçons où utiliser une langue régionale d'agreste (nord-est du Brésil), est devenu infaisable traduction dans d'autres langues. Je m'excuse donc à tous les lecteurs il ne lire les messages dans la langue locale. De nombreux mots utilisés n'ont aucune traduction dans d'autres langues. Mes sincères excuses à tous. Je promets d'utiliser une langue moins populaire afin d'éviter l'impossibilité de traduction. Salutations, Tony Casanova.

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