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A falta de crédito e os débitos da nossa política.

A partir dos anos 70, a política brasileira passou a viver dias difíceis e maior dificuldade enfrentam os brasileiros, que se deparam com mares de escândalos, subornos, propinas e corrupção dentro do celeiro político nacional. O eleitorado hoje vive a incerteza da escolha e o que antes era uma paixão, quase comparada a das torcidas de futebol, já não passa de dúvidas na hora de votar. O povo não sabe mais em quem confiar, discursos bem elaborados existem, mas os escândalos continuam surgindo, envolvendo aqueles que o povo cria ter caráter concreto e conduta ilibada. Não mais adiantam as promessas de campanha, os tapinhas nas costas e os quilos de feijão. Abraços não mais convencem o eleitorado calejado de tanto apanhar dos manda-chuvas do poder. As autoridades perderam a noção por completo e alguns atos são tão absurdos que chegam a ser inacreditáveis. Nosso País lamenta a fome que muitos passam, recebendo como esmolas pouco mais de R$ 100,00 (Cem reais)como auxílio de um governo que afirma não poder pagar um salário mínimo mais alto e justo,devido a falta de verba, mas ao mesmo tempo, gasta bilhões na construção de estádios para uma Copa do Mundo. A saúde está doente e os médicos sofrem com salários defasados e falta de estrutura básica de atendimento nos hospitais, que amontoam doentes nos corredores deitados em cima de macas, mas temos verbas para pagar viagens e hotéis de luxo para parlamentares. Os professores sofrem em todo Brasil buscando seus reajustes e também melhores condições de trabalho, mas o governo nega-lhes o que é de direito, alegando não ter condições, mas há condições para pagar o alto custo de manutenção de cargos criados para assessoria parlamentar. Uma população que sobrevive com R$ 625,00 (Seiscentos e vinte e cinco reais) dos quais a previdência engole 10% para aposentar o cidadão já a beira da morte. O governo mexeu nas Leis do seguro desemprego que amparava o trabalhador desempregado, alegando que havia fraude, mas é incapaz de resolver as fraudes denunciadas publicamente com imagens veiculadas pela imprensa, dentro do próprio parlamento. Nosso trabalhador, isto é certo e sabido em todo o mundo, sobrevive de um salário mínimo humilhante, vergonhoso e hilárico, enquanto sabe que aqueles em quem votou para representá-los, nadam no dinheiro e nas altas regalias patrocinadas pelo dinheiro público. O eleitor acordou. Já não é ingênuo e convencê-lo já não é tão fácil quanto antes. As classes apoiadoras tidas como média e média alta, sabe que seus filhos sofrerão as perversidades políticas daqueles que elegem. Ninguém está imune, só os eleitos, pois estes, tem imunidade parlamentar. O brasil sonha sim, pois tem a riqueza de possuir um povo trabalhador, mas hoje este povo sonha em sair do pesadelo que é a realidade política, que foi transformada pelas atitudes de muitos, numa instituição desacreditada, falida e pouco confiável, infelizmente.

As Mais Lidas do Mês

Relacionamento a dois, porque é tão difícil?

Tente juntar dois mundos diferentes, cada um com seus princípios, seus valores já construídos durante anos, seus modos e maneiras de ver a vida completamente opostos. Então, acha fácil conciliar isso? As relações atuais são frutos de sonhos empurrados nas mentes, buscando o idealismo de perfeições que não existem. Vive-se a sonhar com a pessoa perfeita, encantada, a pessoa mágica. Engano que custa caro nos envolvimentos. Primeiro é preciso saber que as pessoas mudaram, não veem mais a relação conjugal como antes viam. Criou-se uma facilidade para sair do casamento que é imensamente superior a existente para se entrar nele. Hoje é mais fácil separar-se que casar. Frutos de mágoas vividas, assuntos mal resolvidos e traumas, as pessoas querem cada vez encontrar no outro, mais do podem dar a ele. Outro engano que também custará caro num envolvimento futuro. Não há erro único, falha única numa relação a dois. Um erro conduzirá sempre a outro e ambos começam a errar, fatalmente a falta de c…

A cor do preconceito no Brasil.

Durante a minha época de estudante sempre ouvia as professoras falando sobre preconceito e discriminação. Comentavam o assunto com um tom grave na voz, tom de discordância, de revolta. Atribuam aquelas atitudes sempre a todas as nações, obviamente nunca se referiam ao Brasil. "Ainda bem que não somos uma Nação preconceituosa, discriminatória", diziam. Eu, logicamente como todo aluno, cegava na opinião das professoras, ainda não possuía a minha própria e se alguém que eu admirava me oferecia uma, eu aceitava como certa. Os tempos passaram, muitas professoras se foram, outras perderam a linha de julgamento e perderam o senso de opinião, a idade lhes chegou. Aprendi a remoer coisas, observá-las, tirar minhas próprias conclusões. Me arrependi profundamente! Antes continuasse como cego, iludido pelas opiniões alheias, antes bebesse do otimismo e das tentativas de ocultar o mundo real, oferecido pelas professoras. Percebi que eu não sou uma pessoa, eu sou uma cor. Nem chego a ser…

Homofobia, a regressão humana.

Direitos humanos. Palavra linda de se pronunciar, mas finda ficando só na teoria, porque na prática funciona bem diferente. Segundo a Constituição todos, friso, todos nós temos direito a liberdade de expressão, direito de ir e vir, direitos á escolha de credo. Ufa, hajam direitos! Sim, hajam dirito, todos aqueles que desrespeitam os direitos humanos, porque estes não são verdadeiramente humanos direitos. São a espúria, a corja social. Um câncer que evolui dentro da sociedade e que nos arremete ao idealismo da raça Ariana! Ora, se nós podemos escolher o que vamos comer, o que vamos vestir, o que vamos dizer e até pensar, porque os outros não? Não é só um ou dois casos de homossexuais agredidos pelo mundo afora, mas são vários. A situação chega a fugir do controle das autoridades que assistem seres humanos serem vítimas das mais covardes agressões físicas e morais. Já não bastasse o bullying nas escolas, na internet e nas ruas, agora são palavrões, chutes, pontapés, facadas, pauladas...…